Rascunho antigo







Reino Central
A aproximadamente cinco horas atrás o sol nasceu, ainda não comemos mas continuamos o trajeto e finalmente de longe já podíamos visualizar os picos da grande muralha que cercava o castelo, o reinado mais importante de todo continente, construída pela primeira união dos elfos com os anões através de técnicas secretas, considerada a mais impenetrável de todas e o melhor mercado.
Andando pelo caminho de terra já marcada pelas enumeras pessoas que já passaram por aqui, antes da entrada principal, passamos por varias pequenas fazendas, todas construídas de madeira com alvenaria, a tecnologia já era mais evoluída, eu e minha irmã ficamos positivamente espantados pelo moinho de água usado no rio que nos acompanhou por boa parte da viagem.
Continuamos o trajeto e afrente o estabulo estava a curva do rio, uma ponte e logo após um grande portão da região sul para a cidade protegida por guardas, o forte vento balançava a bandeira azul, a passagem para dentro dos muros era  totalmente livre, mesmo eu tendo o conhecimento que o Reinado Central abriga milhares de pessoas, quando entrei o primeiro sentimento que tive era que eu estava muito enganado, tudo isso é muito maior.
Próximo ao grande portão sentimos um grande calor e rapidamente nos viramos, meu semblante espantoso logo mudou para um grande sorriso de emoção, quando vi pela primeira vez um grupo de anões com longas barbas negras, fazendo um barulho estridente enquanto forjava laminas brilhantes, não parecia algo normal, claramente as armas estavam encantadas, nesse momento eu decidi que queria aprender mais sobre isso.
Próximo ao porto na região sul as ruas eram largas e fedia muito, nos deparamos com um grupo de pescadores saindo de seu barco com um grande monstro marítimo, era a primeira vez que eu via tal, tudo é novo, as ruas molhadas, a gritaria dos comerciantes brigando pelo melhor preço, esse lugar é maravilhoso.
O rio que que nos acompanhou na viagem desembocava no mar e a água do mar corria por toda a parte sul da cidade, pontes e casas construídas sobre a água, as pessoas pescavam de suas janelas.
Durante o percusso da viagem fomos perguntando aonde fica a padaria da tia Ritha, infelizmente pelo tamanho da cidade nenhum dos locais conseguiram ceder tal informação.
Apesar da região sul ser linda não era tão grande, logo encontramos uma bifurcação na estrada, onde tinha uma placa de madeira indicando dois caminhos, um deles a esquerda que daria de volta ao porto e outro que indicava uma ponte e por diante a região leste, seguimos o caminho da direita.
Ao leste havia uma barragem que parava toda a água, havia espaço para fluir o mar mas estava completamente vazio, podíamos ver algumas portas de ferro que indicava a entrada de tuneis subterrâneos e pequenos monstros verdes vestidos com trapos de roupa.
— Não olhe para eles — disse Alice.
— Por que? O que houve? — indagou Hana espantada.
— São goblins, alguns deles trabalham nas cidades em funções menores, mas todos vivem na cidade subterrânea, não os trate bem, são apenas monstros larápios que aprenderam o nosso idioma, não são dignos. — disse Alice.
— Eu sempre ouvi falar disso, mas nunca pensei que fosse ver um, são incríveis — retrucou Kiro.
— Se der atenção a eles com toda certeza sofrera algo de negativo, esses seres não possuem empatia e muito menos medo — disse Alice brava.
Escadas levavam a uma passarela por cima do canal vazio, pontes estavam ocupadas por carroças, eu nunca tinha visto tanto acumulo e bagunça em transportes.
Em uma pequena venda, aonde havia limões, diversos temperos e panelas, Hana decidiu parar para perguntar a senhora que lá trabalhava sobre a localização de nossa tia.
— Boa tarde senhora... — disse Hana.
— Bom tarde minha jovem,  possuímos o menor preço para todos produtos de cozinhas — disse a senhora interrompendo a fala de Hana.
— Obrigada senhora, só preciso de uma informação — disse Hana.
O semblante da senhora se alterou ao mesmo tempo, sua cara animada e extrovertida ficou extremamente fechada.
— O que vocês precisam — disse a Senhora.
— Você sabe aonde fica a padaria da Ritha? — perguntou Hana.
— Sim, logo após do templo de Wargrend, cercando a praça das flores — disse a senhora desanimada.
—  Muito obrigada senhora —  disse Hana com os olhos praticamente fechados com um grande sorriso estampado no rosto.
—  Ta bom, ta bom —  disse a senhora enquanto se sentava em sua cadeira.
O templo de Wargrend era imenso, lindo, construído completamente de alvenaria, possuía 2 grandes janelas laterais, pessoa a frente recrutavam outros para o templo porém ali ninguém ousava fazer um barulho estrondante, é realmente muito calmo.
Uma praça redonda no meio da cidade, com pequenas plantações rodeadas por uma cerca de pedra abrigava lindas plantas, arvores gigantes e milenares proporcionavam uma grande e deliciosa sombra, pessoas liam livros e dormiam embaixo delas, e finalmente podíamos ver um letreiro escrito Padaria da Ritha, o sentimento de missão concluída depois de tanto viajar era algo encantador.
A padaria e a casa da tia Ritha eram o mesmo lugar, construída de pedras, com um balcão que abria caminho da padaria a rua, de longe já exalava um forte e delicioso cheiro de pão, havia mais de seis anos que não tínhamos contato com nossa tia, ainda na companhia de Alice, paramos a carroça em frente ao estabelecimento.
— Tia Ritha — gritou Hana animada.
Dos fundos vinha minha tia, com o avental todo sujo de farinha, esbanjando um grande sorriso em seu rosto por nos ver novamente.
— Finalmente minhas crianças esperei tanto por vocês, os quartos de visita estão prontos, só falta levar a roupa de cama — disse a Ritha quase chorando de emoção.
— Obrigado tia, apesar de eu não ter passado no exame do capuz eu pretendo trabalhar contigo para ajudar a sustentar  a vida da Hana, teria como? — perguntou Kiro.
— Claro minhas crianças, depois da morte do seu tio será o maior prazer receber vocês aqui — disse Ritha.
— Obrigado tia — disse Hana enquanto abraçava-a.
Minha tia rapidamente dirigiu um olhar sobre mim e a Alice, com uma leve risada.
— E essa é a sua nova namorada Kiro — disse Ritha com um ar de intimidadora.
— Não, não sou, não... — disse Alice rapidamente, gaguejando e com muita vergonha.
— Não tia — disse Kiro enquanto ria descontroladamente.
— Vocês dariam um belo casal — disse Ritha.
— É verdade, já tem lugar para ficar Alice? — disse Hana.
— Bem os bandidos que conseguiram sair vivos fugiram com todo meu dinheiro, meu plano inicial era me hospedar em uma estalagem — disse Alice com vergonha.
— Então decidido, agora mesmo vou arrumar meu quarto para minhas crianças e a namorada nova do Kiro — disse Ritha em um tom jocoso.
— Isso ai tia! — disse Hana.
— Obrigada gente — disse Alice.
— Kiro, você já é um jovem de 18 anos, alto, não tão forte mas ainda tem muito o que melhorar, vai precisar de muito esforço para conseguir sovar as massas, conto contigo. — disse Ritha.
— Deixa comigo tia! — disse Kiro.
Eu não conseguia tirar o sorriso do rosto, apesar de ser uma recém conhecida a Alice é linda e isso me deixa totalmente sem jeito.
Entrando na casa, era realmente grande em relação a nossa casa no campo, totalmente feita de pedra sobre pedra, na sala havia uma mesa com 12 cadeiras apesar da minha tia viver sozinha, todos nós três ficamos no mesmo quarto, são camas confortáveis, apesar de ter que dividir quarta com a minha irmã e a Alice tudo aquilo valia a pena, nunca tive algo tão bom assim vivendo na fazenda.
No final do dia, enquanto Hana e Alice estavam em um sono pesado, eu estava ajudando minha tia na limpeza da padaria, pedaços de massa grudados por todo onde, o cheiro ainda era incrível, minha tia aparentava estar melhor com a nossa visita.
— Kiro, você comentou sobre não ter passado no exame do capuz, não sei seus pais falaram mas durante minha juventude eu seu tio eramos do esquadrão de defesa da cidade, existe outros vários métodos para ingressar a escola de Tolton  — disse Ritha em tom baixo.
— Serio tia? — indagou Kiro.
— Sim, o exame do capuz não é o único, a magia pode ser usada em distintas áreas e não apenas para o combate, o teste que você presenciou é algo exclusivo para magos habilidosos com grande capacidade magica. — disse Ritha.
— Mas a escola de Tolton não é apenas para magos — disse Kiro.
— Isso mesmo, mas aparentemente você tem uma capacidade magica, claro que não se assemelha a de sua irmã, mas você pode se destacar em outras áreas.
— Quais áreas seriam? — indagou Kiro.
— Existe três formas de entrar, entre elas o exame do capuz, vitoria na arena, indicação de alguém da nobreza ou um Deus e claramente pagando com moedas de ouro, pode trabalhar aqui ou em outros lugares para juntar seu dinheiro, mesmo com pouco poder lá você pode desenvolve-los bem. — disse Ritha.
“Nesse momento abriu um nova porta de esperança para mim, provavelmente terei que trabalhar anos mas conseguirei” — pensou Kiro.
— Tia o que você fazia dentro do exercito e como é lá? — perguntou Kiro.
— Eu curava os feridos, magia de cura são algo muito bem recebidos por lá, poucos padecem de tal e seu velho não possuía capacidade magica, ele era da linha de defesa, usava uma grande armadura mas era genial em combate. — respondeu Ritha.
“Minha tia está tão animada com a nossa chegada mas apesar da curiosidade não devo perguntar sobre a morte de meu tio” — pensou Kiro.
Após concluir toda a limpeza, fomos deitar, quando entrei no quarto me deparei com Hana dormindo e a Alice acordada e choramingando, deitada aonde arrumei para ser a minha cama, eu me senti muito preocupado com ela, apesar de a conhecermos por pouco tempo criamos um certo vinculo.
— O que houve contigo Alice? — perguntou Kiro.
— Eu não sei direito, não que eu tenha perdido tudo, mas eu tento me fazer de forte diante do que aconteceu, segurar a magoa, a minha cabeça está cheia por tudo que aconteceu, os guardas eram fieis aos meus pais, ainda se quer os notifiquei, perdi tudo, não tenho para onde ir por enquanto, não posso enviar um mensageiro a eles — respondeu Alice enquanto soluçava chorando.
Eu sento de frente a Alice sobre a cama de maneira confortável.
— Não se preocupa, eu gosto de ti, Hana e a tia Ritha também, pode ficar com a gente pelo tempo que quiser, realmente não tem problema — disse Kiro.
— Eu não posso incomodar vocês — disse Alice em tom baixo.
— Não é um incomodo, você é uma pessoa agradável, pode nos ajudar na padaria, limpeza e tudo mais, eu converso com a tia Ritha sobre você ficar mais tempo por aqui, realmente não tem problemas.
— Obrigada Kiro, eu me lembrarei do quanto vocês me ajudaram. — disse Alice.
— Agora sai da minha cama, eu que arrumei isso e você estragou tudo — disse Kiro gritando.
— O que ta acontecendo? — perguntou Hana enquanto abria os olhos.
Alice não conseguia parar de rir diante a situação, arrumou a sua cama e foi dormir, espero que ela esteja se sentindo bem conosco.
— Serei sempre grata a vocês — sussurrou Alice antes de deitar-se.
Antes do amanhecer minha tia entrou no quarto sorrateiramente para me acordar, o trabalho duro começou cedo, uma carroça das fazendas vizinhas carregada de farinha de trigo, leite e outras especiarias abasteceu o estoque da fazenda, carregar grandes sacos de farinha para dentro não era um trabalho mo
Minha tia fez todo o trabalho na mistura de ingredientes e agora a minha função é sovar a massa, de principio parece algo tranquilo, mas quando se passo quase uma hora para chegar a um ponto perfeito se transforma em algo cansativo, apesar de um ambiente levemente frio o suor escorria por minha testa.
Nos fundos da padaria havia três grandes fornos, com lenhas de arvores frutíferas e fogo por magia, meu avó sempre exaltou o quão superior é esse tipo de lenha, por sempre ter trabalhado em padarias chegou a uma maestria em que até os detalhes da lenha levava uma boa qualidade ao seus pães, outra de suas preferidas era a lenha de pinheiro.
Qualidade atrai a clientela e isso é obvio, o sol acaba de nascer, ainda muito cedo e temos filas de clientes, uma grande diversidade de pães, pessoas adquirindo seu café da manhã antes de um dia árduo de trabalho.
Com toda clientela atendida e abastecida finalmente chegou a hora de nosso café da manhã, minha tia acordou Hana e Alice pois logo terão que partir para um dia longo de iniciação, todos nos sentamos ao redor da mesa, o pão ainda estava quente e tínhamos leite quente para acompanhar a refeição.
— Que horas é a matricula? — perguntou Ritha.
— É a uma hora da tarde — respondeu Alice.
— E vocês ainda estão com roupa de dormir? — disse Kiro em tom jocoso.
— Que horas são — disse Hana espantada.
— São onze horas da manhã e vocês tem um grande caminho para Tolton.
Alice e Hana deixaram os pães pela metade saíram correndo para banhar-se e se arrumar, eu e Ritha estávamos rindo mas claro sem maldade, pois elas conseguiram chegar a tempo tranquilamente.
Um barulho de passos sobre o piso de madeira do segundo andar estava estrondante, aparentava que vinha uma multidão de seres esbravecidos, mas são apenas as meninas, passaram correndo pela mesa enquanto eu e minha tia estávamos em uma deliciosa refeição, apenas se despedindo com a mão e uma bolsa nas costas.
— Kiro, você foi de grande ajuda hoje, realmente facilitou tudo, mas só precisa trabalhar comigo pela manhã de resto se quiser buscar algum outro emprego está completamente livre — disse Ritha.
— Obrigado tia, em pouco tempo estarei saindo para conhecer a cidade, estava com muita curiosidade sobre as forjas dos anões. — disse Kiro.
— Cuidado, são poucos de nós que os anões aceitam por perto, de resto só para negócios. — disse Riha.
— Deixa comigo tia! — disse Kiro animado.
Com o sol radiante parti em busca de conhecer a cidade e quiça arrumar um emprego, saindo da padaria há uma vista incrível na praça, casa mescladas com alvenaria e madeira, tavernas sempre cheias com uma boa musica, comerciantes gritando por todo onde, barracas simples para vendas de distintas coisas, desde alimentos a poções magicas.
Os templos chamavam uma atenção especial por sua arquitetura, nesta cidade há templos de todos os deuses, incluindo da deusa Meredith, filha renegada de Wargrend, de acordo com as historias ela é a primeira filha dessa linhagem de seres divinos, uma completa rebelde, praticamente ninguém há seguia.
Com um olhar de curiosidade sobre tudo e todos eu ando pela cidade, dando voltas pelas partes nobres e pobres, bancos protegiam moedas de ouro dos nobres, era fácil ver grupo de bandidos entrando nos tuneis subterrâneos, não importa por onde e vá, é certo que irei me impressionar.
No centro do Reino Central há uma grande arena, aonde todos os penalizados eram postos para brigar entre si e contra monstros, apenas os sobreviventes teriam a sua liberdade, aonde também tem eventos de duelo, eu percebi o quanto tudo isso é genial, uma estrategia na qual o rei se apropria das pessoas já detentas para gerar diversão ao outros.
Chegando próximo ao portão sul encontrei os anões da forja, desencorajado pelo medo imposto por minha tia apenas os observei de longe, passei horas ali.
Vinha em minha direção uma mulher linda, aparentava ter a minha idade, uma pele suja de carvão, com um macacão sobre sua roupa já manchadas, parecia que estava trabalhando por horas.
— Está aqui a um bom tempo, tem algum interesse por alguma arma? — perguntou a jovem.
— Eu sou apaixonado pela forja, é tudo tão incrível — respondeu Kiro.
— Não perca seu tempo, os anões dessa forja são ariscos! — disse a jovem.
— Quem é você? — perguntou Kiro.
— Eu sou Elizabeth, trabalho com os anões, aquele com barba ruiva é o Rato e o menor se chama Sogril e quem é você seu curioso? — respondeu a jovem
— Nunca imaginei que alguém de tamanho normal trabalharia com eles — retrucou Kiro.
— Eles são ariscos, mas a muito tempo me adotaram, desde então estou aqui, no fundo são carinhosos e você ainda não me contou o seu nome — disse Elizabeth.
— Me chamo Kiro, como nunca tive tanta aptidão com magia desde pequeno armas eram impressionantes para mim e ver alguém forjando me encantou muito.
— Não tenha medo, se quer comprar algo é só entrar em nossa loja, temos os melhores produtos da região.
— O que eu não tenho é dinheiro, eu gostaria muito de trabalhar com vocês, teria como?
— O que conhece sobre forja?
— Francamente não entendo nem do básico!
— É uma grande coincidência, preciso de alguém para carregar matérias para as lojas da cidade, no tempo livre poderá observar e aprender mais.
— Seria um grande honra! — disse Kiro animado.
— Se quer o emprego que comece agora mesmo, se for bem sucedido lhe apresento ao Rato e Sogril, caso contrario nem perca seu tempo voltando aqui.
— O que devo fazer?
— Preciso que leve uma caixa a um homem na parte sul do reino.
— Mas eu sou recém chegado, pouco conheço daqui .
Elizabeth estava com um olhar de negação dirigido a mim, tudo aparentava dar errado.
— Não se preocupe, ele é bem conhecido — disse Elizabeth com desgosto.
— Seria de grande ajuda — disse Kiro com um grande sorriso.
— Quando chegar próximo as docas pergunte aonde vive Dunkrar.
— Somente isso?
— Como eu disse, não se preocupe, você ira encontrá-lo, apenas pergunte.
— O que tem na caixa?
— Não importa o que aconteça, não perca a caixa e muito menos abra-a.
Eu achei bastante estranho, a caixa era muito leve e pequena, com toda certeza não era algo relacionado a forja  mas não importa quanto ganharia e nem o serviço, todo dinheiro é de bom grado, decidido de fazer um bom trabalho eu parti em direção a parte sul, não estava tão longe, apesar de não conhecer eu já havia passado por la antes.
Dava para saber que estava na parte sul do reino quando via as ruas molhadas, os canais estavam cheios, o sol radiante dava um brilho sobre a água, os locais aparentavam respeitar e não despejavam tanto lixo por ali.
Não foi necessário tanta caminhada para alcançar as docas, acredito que Elizabeth gostara do meu trabalho, se aproximando de alguns mercadores de peixe, o cheiro não estava ruim, aparentava estar bem fresco, um aglomeração de pessoas faziam suas compras ali diariamente, ao me aproximar de um senhor de barba rala decidi iniciar minhas perguntas em busca de Dunkrar.
— Senhor, sabe aonde posso encontrar um homem chamado Dunkrar? — perguntou Kiro.
— Para que quer encontrar ele? — disse o senhor em tom jocoso.
— Preciso fazer uma entrega para ele! — disse Kiro determinado.
— Conversar com o chefe do grupo de ladrões não será assim tão fácil — disse o senhor.
— Chefe do grupo de ladrões, como assim? — perguntou Kiro.
— Não sabe nem para quem vai entregar? — retrucou o senhor.
— Estou apenas fazendo meu trabalho — disse Kiro.
— Bem, se eu fosse você desistiria do trabalho, mas se quer encontra-lo é só ir ate a parte baixo das docas, perto dos barcos e buscar por um homem com marcas no rosto.
— Obrigado senhor.
Quanto mais eu descia pior ficava o lugar, pouco tempo depois o barro havia piorado, havia porcos no caminho, fedia muito, homens com praticamente o dobro do meu tamanho habitavam por ali.
Passando em frente a uma taverna, dois homens bêbados começaram a me olhar de maneira estranha e começaram a tomar o mesmo caminho que o meu, como estou bem trajado acredito que eles pensem que possuo algum dinheiro, desde criança aprendi que o trabalho era bom se fosse bem executado, independente de qual seja o trabalho, neste momento comecei a duvidar disso, se eu não tivesse ido tão longe com toda certeza desistiria,.
Quando percebi estava em um caminho reto, havia casas dos dois lados, não havia por onde ir a não ser para trás, e uma curva logo a frente, protegida por dois homens gordos e brutos, trajando uma armadura surrada, eu segui meu trajeto.

Tales

Busco escrever um livro para um leitura facil e divertida que ao mesmo tempo roube toda a atenção do leitor